O tênis brasileiro já conhece os primeiros desafios em Roland Garros 2026. O sorteio da chave principal do tradicional Grand Slam francês, realizado nesta quinta-feira (21), definiu o caminho de João Fonseca e Bia Haddad na competição disputada em Paris, que começa no próximo domingo (24) e segue até 7 de junho.
Principal promessa do tênis brasileiro da atualidade, João Fonseca viverá um momento especial em sua jovem trajetória. Pela primeira vez, o carioca de 19 anos disputará um Grand Slam como cabeça de chave, ocupando a posição de número 28 no torneio disputado no saibro francês.
Único representante do Brasil na chave masculina de simples, Fonseca inicia a caminhada diante de um adversário ainda indefinido, que sairá da fase classificatória ou poderá entrar como lucky loser — atleta eliminado no qualifying que herda vaga após desistência na chave principal.
Caso confirme o favoritismo na estreia, o brasileiro poderá encontrar outro jogador vindo da fase prévia ou o croata Dino Prizmic, uma das jovens promessas do circuito internacional. Aos 20 anos, Prizmic ganhou projeção recentemente ao eliminar Novak Djokovic durante o Masters 1000 de Roma.
Mas o grande cenário que chama atenção aparece mais adiante no chaveamento.
Se avançar até a terceira rodada, João Fonseca poderá medir forças justamente contra Novak Djokovic, multicampeão sérvio e um dos maiores nomes da história do tênis mundial.
Um eventual duelo colocaria frente a frente gerações completamente distintas: de um lado, um dos atletas mais vencedores da modalidade; do outro, um jovem brasileiro que vem acelerando sua ascensão entre os principais nomes do circuito.
A projeção também indica possíveis desafios importantes nas fases seguintes. Nas oitavas de final, os prováveis adversários seriam o norueguês Casper Ruud, especialista no saibro e recente vice-campeão do Masters de Roma, ou o norte-americano Tommy Paul.
A condição de cabeça de chave representa um novo estágio na evolução de João Fonseca. Além de evitar grandes favoritos logo na estreia, o posto também simboliza o crescimento técnico e a consolidação do brasileiro entre os principais nomes da nova geração do tênis internacional.
No feminino, Bia Haddad também já conhece sua primeira adversária.

Foto: Federação Portuguesa de Tênis
A paulista enfrentará a britânica Francesca Jones na rodada de abertura. O retrospecto é favorável para a brasileira, que venceu os dois confrontos anteriores entre elas, ambos em 2021.
Atualmente ocupando a 78ª colocação do ranking mundial, Bia busca recuperar espaço após um período de oscilações e terá em Roland Garros uma oportunidade importante para reagir na temporada.
Em caso de classificação, a brasileira poderá enfrentar a tcheca Marie Bouzkova ou uma tenista vinda do qualifying. Mais adiante, um possível desafio contra a jovem russa Mirra Andreeva surge como um dos cenários projetados para a terceira rodada.
Com juventude, expectativa e grandes desafios pela frente, o tênis brasileiro desembarca em Paris buscando mais do que vitórias: a oportunidade de consolidar uma nova geração capaz de voltar a colocar o país entre os protagonistas do circuito mundial.
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