Conexão EuropaRelatos do nosso correspondente europeu, Jonathan Marques.
A lesão de Wesley obrigou Carlo Ancelotti a mexer na lista do Brasil para a Copa do Mundo. Muitos esperavam a convocação de outro lateral-direito, mas o treinador italiano seguiu um caminho diferente: chamou Éderson, volante da Atalanta.
A decisão chamou atenção. Afinal, Wesley era o único lateral-direito de origem da convocação. Mas a escolha de Ancelotti revela algo importante: para o treinador, o problema não estava apenas na lateral. Faltava profundidade no meio-campo.
E é justamente aí que entra Éderson.
Aos 26 anos, o brasileiro se transformou em uma das peças mais valiosas da Atalanta, da Itália. Volante moderno, intenso e extremamente físico, ele reúne características cada vez mais raras no futebol atual: marca forte, boa saída de bola, chegada ao ataque e capacidade de percorrer grandes distâncias durante os 90 minutos.
Na última temporada, disputou 41 partidas pela equipe italiana, contribuindo com gols e assistências, além de ser um dos líderes da pressão sem bola e da recuperação de posse no meio-campo.
Quem acompanha a Serie A sabe que Éderson não é um jogador de lances plásticos. Seu futebol é construído em intensidade, inteligência tática e regularidade. É o tipo de atleta que faz o time funcionar.
Por isso, seu nome vem ganhando força no mercado europeu.
O Manchester United já chegou a um acordo para contratá-lo junto à Atalanta em uma negociação que pode ultrapassar os 40 milhões de euros. A expectativa é que o anúncio oficial aconteça após a Copa do Mundo. No clube inglês, ele é visto como uma das peças para reconstruir o meio-campo e ocupar o espaço deixado por Casemiro.
A convocação também representa uma oportunidade importante para o próprio jogador. Apesar do destaque na Itália, Éderson ainda teve poucas oportunidades com a camisa da Seleção Brasileira. Agora, chega ao Mundial com a chance de mostrar ao grande público aquilo que os torcedores da Atalanta já conhecem há anos.
Dá para confiar?
A resposta curta é sim.
Éderson talvez não tenha o brilho de nomes mais midiáticos, mas entrega algo que todo treinador adora: equilíbrio. Ele corre, marca, pressiona, cobre espaços e ainda ajuda na construção das jogadas. Não foi chamado para substituir Wesley na lateral. Foi convocado porque Ancelotti enxerga nele uma solução para fortalecer o coração do time.
E se o Manchester United realmente concluir sua contratação após a Copa, os brasileiros terão mais um motivo para acompanhar de perto um jogador que pode estar prestes a dar o maior salto da carreira.
Sensação
Vento
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