A classificação foi conquistada nesta quinta-feira (5), em Paris, após uma grande atuação diante da sul-coreana Ha Eum Lee. Mesmo após perder o primeiro set por 6/2, a jovem brasileira mostrou personalidade, equilíbrio emocional e poder de reação para virar a partida, vencendo os dois sets seguintes por 6/1 e 6/4.
Com o resultado, Victória se tornou a primeira tenista brasileira a alcançar uma semifinal de Roland Garros juvenil no simples feminino desde 1987, quando Andrea Vieira, conhecida como Dadá, também chegou entre as quatro melhores da competição. O feito recoloca o Brasil em posição de destaque em um dos torneios mais tradicionais do circuito mundial e reforça o surgimento de uma nova geração promissora do tênis nacional.
A campanha da atleta nascida em Natal ganha ainda mais relevância ao lado de nomes históricos do esporte brasileiro. Antes dela, apenas poucas representantes do país haviam conseguido atingir fases tão avançadas no torneio juvenil francês, entre elas Niege Dias, em 1984, e Gisele Miró, em 1986.
Agora, Victória terá pela frente mais um grande desafio. Na semifinal, a brasileira enfrentará a chinesa Xinran Sun, cabeça de chave número dois do torneio. A adversária chega embalada após uma vitória dominante sobre a sérvia Anastasija Cvetkovic, por 6/0 e 6/2.
A partida está prevista para esta sexta-feira (6), em horário ainda a ser confirmado pela organização do torneio. Caso avance à decisão, a potiguar conquistará um marco ainda mais expressivo: uma vaga inédita em uma final de Grand Slam juvenil feminino para o Brasil nas últimas décadas.
O desempenho brasileiro em Roland Garros, porém, não se resume à campanha de Victória. Na chave masculina juvenil, Guto Miguel e Leonardo Storck também avançaram às semifinais, garantindo ao país três representantes entre os quatro melhores do torneio.
Os resultados reforçam o excelente momento vivido pelas categorias de base do tênis brasileiro e alimentam a expectativa de que uma nova geração esteja pronta para ocupar espaço entre os grandes nomes do cenário internacional nos próximos anos.
Enquanto o país acompanha o surgimento de novos talentos, Victória Barros segue escrevendo sua própria história nas quadras de saibro de Paris — e mostrando que o futuro do tênis brasileiro já começou.